A Polícia Civil deve dar detalhes sobre o assassinato estudante Zarhará Hussein Tormos, de 25 anos de idade. A jovem foi encontrada amarrada e morta no banco traseiro do próprio veículo no dia 28 de fevereiro, no bairro Remanso Grande, em Foz do Iguaçu. Segundo a polícia, o corpo apresentava marcas de dois disparos de arma de fogo no rosto e no ombro. Dentro do carro, foram detectados que foram desferidos pelo menos 6 tiros. A polícia cumpre mandados de busca e apreensão na manhã desta sexta-feira (28).
Os detalhes do crime devem ser repassados em uma coletiva de imprensa convocada para às 10h30. Em nota, a Polícia Civil informou que irá repassar atualizações e informações cruciais sobre o inquérito policial. As investigações estão a cargo do Delegado Marcelo Pereira Dias, que será responsável pelas informações. O caso completou um mês nesta sexta-feira (28).
O caso
O corpo da estudante foi localizado no início da tarde do dia 28 de fevereiro, no Remanso Grande, bairro localizado próximo às Cataratas do Iguaçu. A jovem estava no banco traseiro do próprio veículo, um Chevrolet Ônix vermelho. com mãos e as pernas amarradas.

A estudante tinha sido vista pela última vez na noite de quarta-feira (26), em frente a faculdade onde estudava biomedicina, na Vila Yolanda. Zarhará morava sozinha e o desaparecimento foi notado pelas amigas, após ela não ir para a faculdade e não fazer nenhuma postagem nas redes sociais.
A família registrou um Boletim de Ocorrência (B.O.) e a polícia passou a investigar o desaparecimento. Em entrevista para a Rádio Cultura, a mãe relatou que ela teria recebido ameaças de morte via aplicativo de conversa alguns meses antes. Ela chegou a procurar a polícia, que informou que não podia fazer nada, pois o perfil era falso. Além disso, a estudante uma medida protetiva contra o ex-namorado.
O ex-namorado chegou a ser considerado o suspeito principal do crime. Porém, a polícia informou que a jovem não relatou em nenhum momento a quebra da medida. Com o avanço das investigações, a suspeita foi descartada.
“Estava no melhor momento da vida dela” diz mãe
No dia de março, a mãe da estudante concedeu uma entrevista para a Rádio Cultura afirmando que a filha vivia o melhor momento da vida. “Estava no melhor momento da vida dela”, disse a mãe. A jovem tinha acabado de comprar o próprio carro e mudado de casa.

A mãe disse que não tinha conhecimento de nenhuma pessoa que quisesse fazer mal a filha. “Ela conversava muito comigo, e quando ela tinha alguma coisa pra fazer, igual quando ela foi registar o Boletim de Ocorrência ela me contou, ela perguntava pra mim o que deveria fazer, então ela não tinha ninguém em mente, se não ela teria me falado” ponderou.
A mãe descreveu a filha como uma menina amorosa e muito esforçada. “A Zarhará é muito fácil falar dela, é muito fácil descrevê-la, é meiga, amorosa, querida por todos, muito cuidadosa, muito caprichosa, responsável, a melhor vendedora da loja, deixava de dormir para fazer os trabalhos de faculdade, pra cuidar da casa, deixava de dormir para fazer as marmitinhas dela, da dieta dela, ia muito a academia, até quando estava fechada, é uma menina assim que era puro amor” descreveu.