Pela segunda vez, empresa tenta despachar equipamentos Starlink e mineradoras de Bitcoin no aeroporto de Foz

Segundo a Receita Federal, os equipamentos apreendidos estão avaliados em R$ 355 mil.

Equipamentos Starlink e mineradoras de Bitcoin no Aeroporto de Foz. Fotos: Receita Federal.

Nesta segunda-feira (16), a Receita Federal de Foz do Iguaçu apreendeu 17 antenas Starlink e duas mineradoras de Bitcoin, avaliadas em R$ 355.250, durante uma operação de rotina no aeroporto. Os equipamentos foram enviados pela mesma empresa de Maringá, que já havia sido flagrada em uma apreensão similar na última quinta-feira (12).

As 17 antenas Starlink, que fornecem acesso à internet via satélite, foram encontradas com irregularidades nas declarações de importação. Apesar da cota de isenção permitir o envio de uma antena por pessoa, a maioria dos despachantes declarou duas antenas, ultrapassando o limite e obrigando o pagamento de tributos.

Outro ponto que chamou atenção foi o fato de que, em todos os despachos, o remetente e destinatário eram a mesma pessoa, mas os endereços informados divergiam dos registrados na base da Receita Federal, o que levantou suspeitas de fraude.

Além das antenas, foram apreendidas duas mineradoras de Bitcoin Bitmain, enviadas de Foz do Iguaçu para o Rio de Janeiro, com a justificativa de que estavam em “conserto”. Avaliadas em R$ 25 mil cada, essas máquinas são usadas para mineração de criptomoedas e demandam grande capacidade de processamento. A documentação apresentada estava irregular, o que levou a retenção.

A operação dessa segunda-feira (16), dá continuidade à ação realizada na última quinta-feira (12), quando 10 mineradoras de Bitcoin e 8 antenas Starlink, também enviadas pela mesma empresa de Maringá, foram apreendidas. Todos os produtos foram encaminhados para o depósito da Receita Federal.

Na semana passada, a empresa de Maringá e outra de Londrina tentaram despachar 10 equipamentos de mineração de Bitcoin e 8 dispositivos Starlink. As cargas foram apreendidas após a constatação de irregularidades nos documentos fiscais. Segundo a Receita Federal, a opção por despachar a carga de Foz do Iguaçu, em vez das cidades onde as empresas estão registradas, levanta a suspeita de que os produtos tenham sido adquiridos no Paraguai.

 

Sair da versão mobile