Ouça a entrevista com a defesa de Barakat:
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A defesa do libanês Assad Ahmad Barakat classificou como “perseguição” a forma como o governo paraguaio tratou o caso. Barakat, que teve a cidadania paraguaia cancelada, foi expulso do país e devolvido ao Brasil no último dia 9 de abril.
Barakat foi levado pelas autoridades paraguaios até o lado brasileiro da Ponte Internacional da Amizade, em Foz do Iguaçu, onde fez os trâmites de entrada no país e foi liberado para casa em seguida. O libanês também possui cidadania brasileira.
Uma perseguição que o governo paraguaio fez, usando ele como “bode expiatório. Uma pessoa muito bem quista na sociedade, tanto iguaçuense quanto árabe”, disse o advogado Jaimir Reinaldo Rezner, à Rádio Cultura.
Dr. Rezner, ressaltou, que a imprensa brasileira cometeu um equívoco ao noticiar que Assad Barakat seria um representante do Hezbollah, grupo político-militar do Líbano.
“No Brasil alguns meios de comunicação fizeram ligação à células terroristas e outras acusações infundadas. O processo de uso de documento falso não foi comprovado”, disse.
Extradição em 2020
A pedido do governo paraguaio, a Polícia Federal (PF) extraditou Assad Ahmad Barakat em julçho de 2020, preso em 2018, em Foz do Iguaçu, pelo crime de falsidade ideológica. O libanês estava detido na Superintendência Regional da PF, em Curitiba, desde setembro de 2019.
A extradição de Barakat para o Paraguai foi autorizada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em 4 de junho de 2020. De acordo com a defesa do réu na época, pelas regras do Mercosul, o prazo para que a medida fosse executada havia expirado duas semanas antes.